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Com 10 anos de história, a iniciativa foi uma das selecionadas a integrar o nosso programa de imersão ‘Nós com Elas’

O que começou como um simples encontro de lazer no bairro Industrial, em Vila Velha (ES), com um grupo de mulheres que se reuniam toda semana para jogar bola na quadra local, rapidamente se transformou em uma iniciativa de inclusão e empoderamento feminino. Hoje, o projeto tem como objetivo proporcionar um espaço para as mulheres no futebol, não apenas para diversão, mas também para participar de torneios e ser parte ativa de um cenário esportivo que muitas vezes exclui a presença feminina.

Com 10 anos de trajetória, a iniciativa tem sido um importante catalisador para a inclusão de mulheres no esporte, especialmente aquelas que, devido a questões sociais e econômicas, não tinham acesso a atividades esportivas organizadas. O grupo é composto por mulheres de diferentes realidades – casadas, com filhos, solteiras – todas unidas pela paixão pelo futebol.

Participação na imersão “Nós com Elas” O projeto Mafiosas do Bem foi um dos selecionados para participar da segunda edição do Programa de Treinamento “Nós com Elas” e para continuar a formação na terceira edição, realizada pela LPP em 2024. O objetivo do Programa de Treinamento é, através do compartilhamento de metodologias, promover a equidade de gênero no esporte, desenvolvendo estratégias para aumentar a presença e a permanência de meninas e mulheres na prática esportiva. Durante o treinamento as organizações são convidadas a passar uma semana na sede da Luta pela Paz, na Maré, para uma imersão.

Segundo Mariana Koury, Analista de Conteúdo e Treinamento da LPP, ‘’a imersão é uma oportunidade única para as organizações trocarem experiências e vivenciarem dinâmicas que enriquecem suas práticas.’’ Durante os encontros, os participantes trabalharam na construção de uma agenda comum, discutindo as barreiras enfrentadas por meninas no acesso ao esporte e elaborando indicadores para medir o impacto das atividades planejadas.

O Impacto da formação

Para as Mafiosas do Bem, a participação na formação foi uma oportunidade crucial para o desenvolvimento do projeto. A coordenadora de projetos e jovem da organização, Amanda Simões, compartilhou um pouco com a gente sobre como a experiência foi transformadora para o grupo:

“Participamos da formação ‘Nós com Elas’ porque queríamos encontrar propostas e ideias que nos ajudassem a tirar meninas e mulheres das ruas na nossa comunidade, um local com muitas carências e poucos espaços voltados para o público feminino. Buscamos criar um espaço seguro onde cada mulher possa se soltar, ser ela mesma e praticar o que gosta”, afirmou a coordenadora.

Durante a formação, a equipe do Mafiosas do Bem aprendeu técnicas para melhorar a gestão financeira do projeto, além de desenvolver estratégias para elaborar propostas mais adequadas à realidade da comunidade. “Aprendemos muito sobre como estruturar um projeto com mais eficiência, como conquistar parcerias e garantir que o projeto cresça. A troca de experiências foi essencial para fortalecer a nossa esperança de continuar evoluindo”, completou.

Crescimento e desafios Uma das metas da formação foi aprimorar as estratégias de marketing e arrecadação financeira do projeto. “A partir da formação, conseguimos melhorar o nosso marketing para atrair mais mulheres e também aprendemos a realizar campanhas de arrecadação, como rifas, para garantir uniformes e um local seguro para os treinos”, explicou a coordenadora.

Além disso, ‘’o projeto almeja crescer cada vez mais, conquistando um espaço em escolas locais para realizar os treinos, garantindo horários mais adequados e proporcionando maior segurança para as meninas’’, completou.

O Mafiosas do Bem vai além de um projeto de futebol feminino; é um verdadeiro espaço de pertencimento e identidade para mulheres que, há anos, buscam seu lugar no esporte.

Na Luta Pela Paz, temos imenso orgulho de ter contribuído para o fortalecimento de iniciativas como essa e, hoje, poder contar com eles como parceiros.

O Programa Nós com Elas é realizado pela Luta pela Paz, com patrocínio da Vale S.A. por meio da Lei Federal de Incentivo ao esporte.


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Entre os dias 15 e 20 de agosto de 2021, a equipe da Luta pela Paz no Rio de Janeiro recebeu 8 integrantes de organizações da América Latina que fazem parte da Aliança Luta pela Paz para um intercâmbio de boas práticas no uso do esporte para o desenvolvimento social. Vindas da Colômbia, México e Guatemala, as organizações ADA, Utopia e Jóvenes por el Cambio, respectivamente, puderam participar de uma intensa agenda de imersão na realidade local da Maré, bem como conhecer de perto o trabalho que vem sendo realizado com crianças e jovens na região.

A troca de experiências entre os grupos começou com uma visita à Academia Luta pela Paz e à quadra da Rubens Vaz, na favela Nova Holanda, onde tiveram uma aula sobre a história da Maré. Em seguida, o grupo visitou o escritório da Luta pela Paz no centro do Rio, e puderam apresentar à equipe local suas histórias e o trabalho realizado por suas organizações.

No dia seguinte, novamente na Maré, foi a vez de experimentar uma aula de boxe e de desenvolvimento pessoal. Os participantes também foram convidados a conhecer o Museu da Maré e a participar de rodas de conversa sobre o Programa de Treinamento 2021/2022 e com o Conselho Jovem da Luta pela Paz.

Durante os cinco dias de imersão, os projetos Maré Unida, Destemidas, Sankofa e Projeto Especial foram apresentados, com destaque para como cada um atua de maneira interseccional, e as questões de raça, gênero e classe, sempre aliadas ao desenvolvimento infanto-juvenil através da prática esportiva.

“Foi uma semana cheia de aprendizagem, experiências, novos conhecimentos e noites de reflexão com a equipe da Utopia. Compreendemos que temos muito trabalho a fazer e voltaremos ao México com uma mala cheia de sonhos, compromissos e ideias de como contribuir para o mundo aquilo de que tanto precisa”, relata Jesus Villalobos, representante da organização Utopia, no México.

Nos últimos dias, o grupo foi convidado a conhecer uma parte da história da formação da cidade do Rio de Janeiro a partir de um roteiro na região conhecida como Pequena África. Os representantes das organizações convidadas puderam também compartilhar suas experiências sobre os trabalhos realizados durante a pandemia da COVID-19, bem como no acolhimento de pessoas com deficiência nas atividades esportivas.

“Na vida existem muitas formas de influenciar, uma delas é o esporte, pois não é preciso falar a mesma língua para entendê-la”, relata Nancy Perez, representante da organização Jóvenes Por El Cambio, na Guatemala.

“A troca de experiências deu ao grupo da Fundação Ada uma extensão do panorama em termos de aplicabilidade, implementação e âmbito dos diferentes projetos. O reconhecimento de outros agentes de impacto dentro do nosso grupo populacional, o empoderamento que podemos alcançar com nossos atendidos através do fornecimento de outras ferramentas e, acima de tudo, a capacidade de se alimentarem de formas de progresso dos nossos serviços a partir do reconhecimento do que podemos fazer bem”, diz Henry Aguirre, diretor do projeto ADA, na Colômbia.


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